Desde os fundamentos lançados por Friedrich Ratzel, que vinculou a vitalidade do Estado à expansão territorial (Lebensraum), passando pela ênfase de Halford Mackinder na geopolítica euroasiática, até a inflexão crítica de Yves Lacoste, que reposiciona a disciplina como saber estratégico, a geopolítica consolidou-se como campo analítico das relações entre poder e espaço. No século XXI, em meio à multipolaridade, à financeirização global e às disputas em torno de recursos estratégicos petróleo, água, terras raras e fluxos digitais, a geopolítica amplia seus objetos de análise, incorporando corporações, redes financeiras, atores não estatais e novas dimensões ambientais e tecnológicas.
Considerando essa trajetória e os debates contemporâneos, assinale a proposição mais consistente com a literatura especializada: