Desde a formulação do catastrofismo de
Georges Cuvier, que consagrou a noção de extinção
como fato científico, até a síntese evolutiva moderna
articulada por Theodosius Dobzhansky, Ernst Mayr e
George Gaylord Simpson, os fósseis deixaram de
figurar como curiosidades naturais e passaram a
constituir documentos materiais de alta densidade
epistêmica. Sua relevância ultrapassa a dimensão
empírica e envolve articulação com teorias geológicas,
biológicas e evolutivas, permitindo construir narrativas
sobre ancestralidade, transformação e continuidade da
vida. Nesse quadro, qual proposição traduz de maneira
mais consistente a função epistemológica dos fósseis
na história da biologia evolutiva?