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3744145 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IF-SC
Orgão: IF-SC

TEXTO II

Furto de flor

Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor.

Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.

Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico das flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:

– Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!

Fonte: ANDRADE, C. D. Furto de flor. 1985. Disponível em: https://www.culturagenial.com/cronicas-curtas-com-interpretacao/.

Acesso em: 15 set. 2022.

Com base no Texto II, é correto afirmar que o narrador:

 

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