Em uma turma de adolescentes em medida socioeducativa, uma aula expositiva sobre biodiversidade não despertou o interesse
esperado. Refletindo sobre o baixo engajamento e sobre as limitações do livro didático, um professor decidiu reorientar sua
prática, aproximando o conteúdo à realidade dos estudantes. A nova sequência incluiu: retomada da aula expositiva para
mapear dúvidas; problematização com exibição de um documentário sobre racismo ambiental, seguida de roda de conversa
com relatos de exclusão e problemas vivenciados nos territórios das periferias da cidade; e produção de uma exposição virtual
com pinturas, poemas e frases, em que os estudantes denunciaram desigualdades socioambientais em suas comunidades.
O professor, percebendo que os métodos expositivos não têm se mostrado efetivos em relação aos objetivos de ensino, buscou
alternativas metodológicas que se justificam, do ponto de vista pedagógico crítico-social, por permitirem