O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Regresso ou progresso
Quando compramos um produto, pensamos em preço,
benefício e satisfação, raramente refletindo sobre a
cadeia de ações, injustiças e sofrimentos envolvidos em
sua produção. Mais recentemente, passou-se a
considerar a pegada de carbono, associada ao
aquecimento global, como critério de avaliação do
consumo.
O consumo de carne ilustra bem essa lógica: valoriza-se
o paladar e o teor de proteínas, mas ignora-se o custo
ambiental, social e ético desse alimento. Embora
difundida como indispensável, a proteína animal não é a
única fonte nutritiva, pois as proteínas estão
naturalmente presentes nos vegetais.
Pesquisas indicam que dietas vegetarianas e veganas
podem promover ganhos de saúde e longevidade. Além
disso, é necessário considerar os impactos globais da
cadeia produtiva, marcada por sofrimento humano e
animal, exploração, poluição e emissões que afetam
todo o planeta.
Ao mesmo tempo, a competitividade econômica tem
ocultado práticas de trabalho degradantes e a supressão
de direitos, tratadas como questões internas de
soberania. Esses fatores não conduzem ao progresso,
mas a um regresso civilizatório que já não pode ser
ignorado.
Texto Adaptado
MEDIOLI, Vittorio. Regresso ou progresso. O Tempo, [s.l.], 18 jan.
2026. Disponível em:
https://www.otempo.com.br/opiniao/vittorio-medioli/2026/1/18/regressoou-progresso . Acesso em: 18 jan. 2026.