No texto Problemas de conceituação das classes sociais na América Latina, Florestan Fernandes propõe uma análise
sociológica calcada na especificidade histórica e social desta região, por estar "claro que tais categorias precisam
ser adequadas, empíricas e interpretativas, ao presente e às realidades da América Latina" e ao considerar que
"esta interpretação não pretende negar nem a 'modernidade´ nem o caráter capitalista do empreendimento colonial. Quer somente repô-lo em seu contexto estrutural e histórico. Se as coisas fossem diferentes e a descolonização fosse ao mesmo tempo econômica, cultural e política, haveria uma transição imediata do 'modelo colonial´
para o 'modelo europeu´. No entanto, o tipo de capitalismo existente na Europa não estava incubado nas formas
de vida coloniais" (Fernandes, 1977, p. 174 e 185).
FERNANDES, Florestan. Problemas de conceituação das classes sociais na América Latina. In: ZENTENO, Raúl (org.). As classes sociais na América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977. p. 173-246..
Acerca das asserções abaixo apresentadas e da relação proposta entre elas, assinale a alternativa que CORRETAMENTE reflete a análise de Florestan Fernandes sobre a problemática em torno da conceituação de classe social na América Latina:
I. A modernidade enquanto processo macrossocial e o empreendimento capitalista não podem ser negados, precisam ser contextualizados e analisados de forma singular, permitindo, assim, uma base teórica e histórica específica para a conceituação de classes sociais na América Latina, e em especial para o Brasil.
PORQUE
II. O desdobramento da modernidade e do capitalismo na América Latina implicou um processo próprio de acomodação dos valores burgueses às formas autocráticas características da dimensão privada na vida pública, marca dos períodos coloniais, mas com persistência histórica, perpetuando a manutenção de privilégios frente à modernização da sociedade, da economia e da organização do Estado.
FERNANDES, Florestan. Problemas de conceituação das classes sociais na América Latina. In: ZENTENO, Raúl (org.). As classes sociais na América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977. p. 173-246..
Acerca das asserções abaixo apresentadas e da relação proposta entre elas, assinale a alternativa que CORRETAMENTE reflete a análise de Florestan Fernandes sobre a problemática em torno da conceituação de classe social na América Latina:
I. A modernidade enquanto processo macrossocial e o empreendimento capitalista não podem ser negados, precisam ser contextualizados e analisados de forma singular, permitindo, assim, uma base teórica e histórica específica para a conceituação de classes sociais na América Latina, e em especial para o Brasil.
PORQUE
II. O desdobramento da modernidade e do capitalismo na América Latina implicou um processo próprio de acomodação dos valores burgueses às formas autocráticas características da dimensão privada na vida pública, marca dos períodos coloniais, mas com persistência histórica, perpetuando a manutenção de privilégios frente à modernização da sociedade, da economia e da organização do Estado.