Caso hipotético: uma mulher de 27 anos procura a Unidade Básica de Saúde (UBS) acompanhada de um amigo. Ela relata que, nas
últimas semanas, desenvolveu ansiedade intensa, sensação de perseguição, episódios intermitentes de insônia total e dificuldade para
se alimentar. Hoje, segundo o acompanhante, a paciente passou a afirmar que “estão enviando mensagens cifradas para matá-la por
meio da televisão”, recusando-se a permanecer sozinha em casa. Na consulta, apresenta discurso organizado, porém com conteúdo
francamente delirante persecutório. Nega uso recente de álcool, mas refere ter ingerido “alguns comprimidos para dormir” ontem à
noite, sem especificar quais e sem intenção clara. Ao exame físico, está normotensa, hidratada, orientada no tempo, mas com intensa
agitação psíquica.
Considerando a abordagem da emergência psiquiátrica na Atenção Primária à Saúde (APS) e os riscos envolvidos, qual é a conduta mais adequada?
Considerando a abordagem da emergência psiquiátrica na Atenção Primária à Saúde (APS) e os riscos envolvidos, qual é a conduta mais adequada?