3915021
Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: Pref. Estrela Dalva-MG
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: Pref. Estrela Dalva-MG
Provas:
Por que algumas pessoas sofrem de fadiga extrema
após doenças como covid e gripe
Desde que contraiu covid-19 em 2023, Rachael
Edwards, de 31 anos, enfrenta fadiga tão intensa que
fica acamada por semanas. Antes saudável, ela relata
que se sente como se estivesse sendo puxada por uma
âncora. A exaustão é comparada à de uma maratona
sem descanso ou energia, dificultando até gestos
simples.
A covid longa, caracterizada por sintomas persistentes
mesmo após a eliminação do vírus, abriu espaço para o
estudo da chamada fadiga pós-viral — uma condição
parecida, associada a infecções como Sars, Ebola,
Epstein-Barr, gripe e até doenças transmitidas por
carrapatos, como a de Lyme.
A médica britânica Rosalind Adam, da Universidade de
Aberdeen, iniciou um estudo com pacientes afetados por
diferentes tipos de fadiga. Com o auxílio de sensores e
um aplicativo, identifica padrões distintos de cansaço,
chamados fadigótipos, para auxiliar em diagnósticos e
tratamentos mais precisos.
Um fenômeno ainda mais grave é o mal-estar
pós-esforço, em que qualquer atividade física provoca
um colapso duradouro. O professor David Putrino, dos
Estados Unidos, explica que esse quadro está ligado a
distúrbios do sono, problemas hormonais e ao
funcionamento das mitocôndrias — estruturas que
produzem energia nas células. Durante infecções, os
vírus alteram o funcionamento dessas estruturas,
gerando um déficit energético que se prolonga após a
recuperação.
Além disso, infecções virais induzem reações
autoimunes, fazendo com que o sistema imunológico
ataque nervos e músculos, o que causa fraqueza
intensa. Isso já foi observado em sobreviventes de Ebola
e Sars.
Outro fator é a dificuldade de eliminar resíduos gerados
pelo esforço celular durante a infecção, agravada pelo
cansaço prolongado do sistema imunológico. Isso explica
sintomas como fadiga muscular e confusão mental.
Tratamentos como o exercício físico gradual ou regulado
são adotados com cautela. Em alguns casos, agravam
os sintomas. Por isso, entidades de saúde como o Reino
Unido e os Estados Unidos passaram a recomendar
abordagens mais individualizadas e flexíveis.
Pesquisadores estudam possíveis soluções, como
medicamentos que ajudem na função mitocondrial e na
eliminação de coágulos microscópicos, bem como
suplementos como a coenzima Q10, que demonstrou
ajudar em casos leves.
A professora Betsy Keller, após anos de pesquisa,
aponta que fatores anteriores à infecção, como tensão muscular crônica ou cicatrizes de cirurgias, aumenta o
risco de fadiga pós-viral. Já David Putrino reforça que
não há uma única solução e que o caminho está na
compreensão profunda dos diferentes fatores e na
combinação de terapias, oferecendo esperança para os
que vivem com essas condições debilitantes.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgx9eerypko.adaptado.
Assinale a alternativa em que todos os vocábulos pertençam à mesma classe gramatical.
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