O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Tenho uma espécie de dever de sonhar sempre, pois,
não sendo mais, nem querendo ser mais, que um
espectador de mim mesmo, tenho que ter o melhor
espetáculo que posso. Assim me construo a ouro e
sedas, em salas supostas, palco falso, cenário antigo,
sonho criado entre jogos de luzes brandas e músicas
invisíveis.
Bernardo Soares
PESSOA, F. Livro do Desassossego, por Bernardo
Soares. São Paulo: Montecristo, 2012