A patogenia da raiva, uma zoonose neurotrópica,
permite que um animal canino, após ser agredido por um
morcego hematófago e apresentar um período de incubação
prolongado (superior a 6 meses) sem sinais clínicos, não seja
considerado um risco de transmissão caso não haja histórico de
vacinação ou se a última dose estiver há mais de 3 anos, dado o
potencial de eliminação do vírus pelo próprio organismo em
tais circunstâncias.