O Sirius, acelerador de partículas brasileiro instalado no
Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM),
representa uma das maiores infraestruturas científicas do
Hemisfério Sul. Com financiamento público e participação
de pesquisadores nacionais, o projeto contribui para avanços
na pesquisa em saúde, materiais e meio ambiente. O Sirius
também pode inspirar propostas de ensino que aproximem
os estudantes da ciência brasileira e valorizem a Física como
campo de atuação profissional e cidadã.
No Sirius, as partículas são aceleradas, adquirem elevadas
energias, com velocidades próximas à da luz, percorrem
trajetórias circulares e sua radiação é analisada em trajetórias
tangentes à circunferência, chamadas linhas de luz. Isso
permite o estudo de estruturas atômico-moleculares dos
materiais, além de acompanhar a evolução temporal de
processos físicos, químicos e biológicos que ocorrem em
frações de segundo.
Em uma linha de luz é possível acompanhar também como essas
características microscópicas são alteradas quando o material é
submetido a diversas condições, como temperaturas elevadas,
tensão mecânica, pressão, campos elétricos ou magnéticos,
ambientes corrosivos, entre outras. Essa capacidade é uma
das principais vantagens das fontes de luz síncroton, quando
comparadas a outras técnicas experimentais de alta resolução.
Acelerador de partículas brasileiro realiza primeiras imagens
do coronavírus. Disponível em: www.gov.br.
Acesso em: 17 maio 2025