Caso clínico para responder à questão.
Uma paciente de 62 anos de idade, portadora de hipertensão
arterial sistêmica bem controlada com uso de losartana
50 mg/dia, compareceu ao consultório de ginecologia com
queixa de prurido vulvar persistente, que aumentou de
intensidade ao longo dos últimos dois anos. Referiu
menopausa aos 49 anos e que nunca havia realizado terapia
hormonal. Ao exame físico, apresentou FC = 73 bpm,
PA = 130 mmHg x 78 mmHg, FR = 18 irpm e SpO2 = 97%
em ar ambiente. Na inspeção ginecológica, foram observadas
placas branco-peroladas bem definidas, que envolviam a
vulva e o ânus, com padrão "em 8", bem como pele
adelgaçada, apagamento de pequenos lábios e
encarceramento de clitóris. Havia, ainda, discretas
escoriações por coçadura, sem sinais de infecção secundária.