Magna Concursos
3835236 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IADES
Orgão: Col. Mil. Dom Pedro II

Texto base para responder questão abaixo.

 

“Menino, menino”, a voz do pai chamou pela casa antes do sol nascer.

 

Era um convite para o despertar.

 

Os irmãos mais velhos já estavam de pé. Mas Julim, que dormia em sua rede, queria era ficar um pouco mais no seu sonho.

 

O pai tentava de novo, “Menino, menino, levanta!”. E aquela voz se misturava à bagunça do seu sono.

 

Os sons viravam ruído de bichos e de natureza, rumor de vento e cheiro de chuva.

 

“Menino, menino”, escutava outra vez. Então Julim se levantou da rede.

 

Uma chama de luz do candeeiro iluminava o breu antes dos pássaros se levantarem em alvoroço, antes do galo anunciar que o dia ia raiar.

 

Enquanto o sol coloria o horizonte, homens, mulheres e crianças se movimentavam para os campos de arroz.

 

“É bom que tragam as crianças”, dizia o chefe aos trabalhadores. “As crianças correm pelos campos e as pragas, assustadas, vão embora.”

 

Julim pensava que as pragas deviam ser terríveis.

 

As crianças corriam pelo arrozal com caniços e galhos secos. Quem os visse rindo e gritando, diria que era mais uma brincadeira.

 

Mas a aparência de diversão se desfazia quando o pai falava: “Meninos, meninos, não deixem o chupim levar o arroz, meninos”.

 

“Então a praga é o chupim? Mas que mal pode fazer um passarinho?”, pensou Julim.

 

Ele balançava o seu galho bem devagarinho para não os assustar.

 

O menino tinha aprendido a amar os passarinhos. Com tanto arroz nos campos, alguns grãos não fariam falta. Afinal, eles eram tão pequeninos...

 

VIEIRA JUNIOR, Itamar. Chupim. São Paulo: Baião, 2024.

 

A partir da leitura do texto, assinale a alternativa que apresenta a principal razão para o pai de Julim e o chefe do campo quererem as crianças na plantação.

 

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