A construção da ciência ocidental é analisada criticamente
como não sendo uma exceção no cenário de desigualdades
de gênero, mas sim uma manifestação de uma sociedade
predominantemente masculina. Essa marca patriarcal consolida
concepções de inferioridade feminina e exclusão das mulheres
dos espaços de produção intelectual. Mesmo atualmente,
persistem desafios como a maternidade, uma vez que as
mulheres são as principais responsáveis por criar seus filhos,
o que as tira por muito tempo de pesquisas. Interrupções na
carreira científica podem ter consequências bastante críticas;
a maternidade não deve ser vista como um obstáculo, mas
como parte da experiência humana. Para isso, a proposta é
enfrentar a histórica misoginia fortemente entranhada em
nosso imaginário masculino, e que se reconheça a importância
de transformar a Ciência em um espaço mais inclusivo.
Nesse contexto, para um projeto sobre a participação das
mulheres na ciência, uma professora propôs às estudantes
que investigassem os impactos da maternidade, o perfil e a
história de vida nas trajetórias profissionais de pesquisadoras
de uma universidade da região.
A alternativa que permite uma investigação articulada aos
objetivos da pesquisa utiliza uma abordagem