Em um livro dedicado a explorar aspectos da cultura popular de rua, especialmente no Rio de Janeiro, o historiador Luiz Antônio Simas escreveu:
Há um epistemicídio em curso na cidade. É isso mesmo: assistimos ao processo de destruição dos saberes, práticas, modos de vida, visões de mundo, das culturas que não se enquadram no padrão canônico. Relegadas ao campo da barbárie, ou acolhidas como pitorescas ou folclóricas, elas são desqualificadas em nome da impressão de que o hemisfério norte representa o ápice civilizatório da humanidade e de que a história humana só pode ser contada a partir dos marcos e dos códigos que o Ocidente produziu.
SIMAS, L. A. O corpo encantado das ruas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2020. p. 48.
A reflexão proposta por Simas, tendo em vista as características da formação cultural e social brasileira, faz referência à