A historiografia sobre a Era Vargas no Brasil tem
demonstrado que, apesar do caráter autoritário do Estado Novo
e da repressão a opositores, o período foi marcado por avanços
significativos na legislação trabalhista e na criação de uma
identidade nacional, que, paradoxalmente, serviram tanto para
cooptar trabalhadores quanto para modernizar as relações de
trabalho e o Estado, em um complexo equilíbrio de forças
sociais e políticas.