Uma das testemunhas da queima da casa de reza relata, já no auge da sua idade avançada, a remoção forçada que sofreu da
comunidade de sua região: “Fomos colocados em gaiolas e levados para o Rio Apa, e lá foram contratados seguranças privados
para nos exterminar no meio da mata, mas sobrevivemos pela reza” — relata a Nhandesy, moradora do Tekoha Rancho Jacaré.
Ela traz várias lembranças, expressando que sempre houve inúmeras tentativas de silenciar a reza Kaiowá e Guarani, assim como
tudo que pertence ao povo tradicional. Ela viu seus companheiros morrerem nessa remoção forçada de sua comunidade e depois
de dias lutando para voltar ao seu território originário, ela enfim conseguiu. Porém, já havia ali vários capangas e seguranças
armados de fazendeiros na região e parte da mata que pertence ao território dela já tinha sido exterminada e, dessa forma, os
não indígenas ocuparam o território sagrado do povo dela.
Intolerância religiosa, racismo religioso e casas de rezas Kaiowá e Guarani queimadas.
Disponível em: https://apiboficial.org. Acesso em: 15 maio 2025 (adaptado)