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4015968 Ano: 2026
Disciplina: Medicina
Banca: FGV
Orgão: TJ-RJ
Homem de 52 anos em acompanhamento oncológico por adenocarcinoma de cólon estadio IIIB tratado com ressecção cirúrgica há 18 meses e quimioterapia adjuvante concluída há 12 meses, atualmente em remissão com marcadores tumorais normais e tomografia de controle recente sem evidências de recidiva tumoral ou metástases. Durante o tratamento quimioterápico, iniciou uso de morfina de liberação prolongada para controle de dor abdominal relacionada ao procedimento cirúrgico e toxicidade gastrointestinal da quimioterapia. Após conclusão da quimioterapia, manteve uso de morfina para controle de dor abdominal crônica relacionada a aderências pós-operatórias, com dose estável de 30 mg a cada 12 horas por quatro meses. Nas últimas 16 semanas, apresentou escalada progressiva da dose de morfina, atualmente em 240 mg a cada 12 horas, sem obtenção de analgesia satisfatória. Retorna ao ambulatório referindo piora paradoxal da dor abdominal apesar dos aumentos sequenciais de dose nas últimas consultas, descrevendo a dor atual como difusa, mal definida, com irradiação para região lombar bilateral e membros inferiores, diferentemente da dor localizada original. Relata que pequenos estímulos táteis na parede abdominal desencadeiam desconforto desproporcional. Refere também redução da frequência evacuatória, passando de evacuações diárias para evacuações a cada dois a três dias com fezes endurecidas, mas sem parada completa de eliminação de flatos ou fezes. Nega náuseas, vômitos, distensão abdominal progressiva, febre, perda ponderal recente ou outros sintomas sistêmicos. Ao exame físico: IMC 24 kg/m², lúcido e orientado, pressão arterial 118 x 76 mmHg, frequência cardíaca 72 bpm, eupneico. Abdômen globoso, ruídos hidroaéreos presentes e normais, timpânico à percussão, indolor à palpação superficial mas com hiperalgesia tátil difusa à palpação mais profunda sem defesa ou sinais de irritação peritoneal, sem massas ou visceromegalias palpáveis. Exame neurológico dos membros inferiores com sensibilidade preservada mas com resposta exagerada a estímulos dolorosos leves. Exames laboratoriais recentes: hemograma completo normal, função renal e hepática normais, eletrólitos normais, antígeno carcinoembrionário 2,8 ng/mL (VR: menor que 5,0 ng/mL). Radiografia simples de abdômen com distribuição gasosa normal, presença de fezes em cólon descendente e sigmoide sem dilatação de alças e ausência de níveis hidroaéreos.
A conduta apropriada para o manejo dessa condição é:
 

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Analista Judiciário - Medicina

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