A Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFT) de um
grande hospital está avaliando a inclusão de um novo
anticorpo monoclonal para o tratamento de uma doença
autoimune grave. Existem duas opções terapêuticas: o
Tratamento A, terapia padrão, com custo anual de R$
20.000,00 por paciente e uma taxa de remissão de 40%;
e o Tratamento B, o novo medicamento, com custo anual
de R$ 80.000,00 por paciente e uma taxa de remissão
de 60%. Para subsidiar a decisão, a CFT solicitou uma
análise farmacoeconômica. A análise de
custo-efetividade incremental (ACEI) foi realizada, e os
desfechos foram medidos em "anos de vida ganhos com
qualidade ajustada" (QALYs), caracterizando uma
análise de custo-utilidade. Considerando os princípios da
farmacoeconomia e a seleção de medicamentos, analise
as afirmativas a seguir.
I.A Razão de Custo-Efetividade Incremental (RCEI) é calculada pela fórmula (Custo B - Custo A) / (Efetividade B - Efetividade A), e seu resultado representa o custo adicional do Tratamento B para cada unidade extra de benefício (neste caso, QALY) obtida em comparação com o Tratamento A.
II.Se a análise de custo-utilidade demonstrar que a RCEI do Tratamento B é de R$ 300.000,00 por QALY ganho, a decisão de incorporação dependerá da comparação deste valor com um limiar de custo-efetividade (willingness-to-pay), que no Brasil, embora não seja oficialmente fixado, é frequentemente referenciado como sendo de uma a três vezes o Produto Interno Bruto (PIB) per capita.
III.A análise de custo-benefício seria um método mais apropriado neste cenário, pois ela converte os desfechos em saúde (taxa de remissão, QALYs) em unidades monetárias, permitindo uma comparação direta com os custos e facilitando a decisão da CFT, que busca apenas o retorno financeiro do investimento.
Está correto o que se afirma em:
I.A Razão de Custo-Efetividade Incremental (RCEI) é calculada pela fórmula (Custo B - Custo A) / (Efetividade B - Efetividade A), e seu resultado representa o custo adicional do Tratamento B para cada unidade extra de benefício (neste caso, QALY) obtida em comparação com o Tratamento A.
II.Se a análise de custo-utilidade demonstrar que a RCEI do Tratamento B é de R$ 300.000,00 por QALY ganho, a decisão de incorporação dependerá da comparação deste valor com um limiar de custo-efetividade (willingness-to-pay), que no Brasil, embora não seja oficialmente fixado, é frequentemente referenciado como sendo de uma a três vezes o Produto Interno Bruto (PIB) per capita.
III.A análise de custo-benefício seria um método mais apropriado neste cenário, pois ela converte os desfechos em saúde (taxa de remissão, QALYs) em unidades monetárias, permitindo uma comparação direta com os custos e facilitando a decisão da CFT, que busca apenas o retorno financeiro do investimento.
Está correto o que se afirma em: