Considere fragmento do artigo “Grêmio Estudantil e Convivência Escolar: espaço
de participação e construção da coletividade” para responder à questão.
A atuação com os grêmios tem produzido muitas inquietações e questões para
investigação, em um movimento interessante de articulação entre a extensão universitária
e a pesquisa acadêmica. Tem gerado, assim, pesquisas em níveis de iniciação científica,
mestrado e doutorado, concebidas a partir da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e
extensão como um princípio constitucional e epistemológico da universidade pública. [...]
Entendemos o trabalho junto ao grêmio estudantil como espaço privilegiado para
rompermos com práticas verticalizadas e autoritárias presentes na educação escolar,
assim como para a transformação da relação entre aluno e escola. No caso da
implementação de grêmios escolares, é necessário que este tenha condições objetivas para
ser livre e independente, como preconiza a Lei dos Grêmios Livres (Brasil, 1985). Ou
seja, que não haja interferência direta da equipe gestora ou das professoras nas eleições e
deliberações do grêmio, mas que ao invés disso seja defendida, propiciada e desenvolvida
a autonomia deste coletivo estudantil. Temos defendido que os grêmios têm um papel
importante no âmbito da educação para a democracia, da formação de cidadãos críticos,
que participem mais ativamente da vida pública, da defesa e da conquista de direitos
(Paro, 2001; Asbahr, 2022).
Claudino-Kamazaki, S. G., Santos, C. C. P., & Asbahr, F. da S. F. (2025). Grêmio Estudantil e Convivência
Escolar: espaço de participação e construção da coletividade. Obutchénie. Revista De Didática E
Psicologia Pedagógica, 9 (Contínua), e 2025-36. https://doi.org/10.14393/OBv9.e2025-36