Homem de 65 anos, natural de Limoeiro (PE), portador de cirrose hepática alcoólica há oito anos, chega ao hospital
de referência em Recife com dispneia progressiva há 10 dias e dor torácica leve à direita, sem febre, tosse ou perda
de peso. Relata aumento do volume abdominal e edema em membros inferiores. Encontra-se em bom estado geral,
com mucosas descoradas e icterícia discreta. Ao exame, apresenta ascite moderada, edema bilateral de pernas
(2+/4+) e redução do murmúrio vesicular na base direita, com macicez até o terço médio do hemitórax. A pressão
arterial é 104×68 mmHg, frequência cardíaca 88 bpm e saturação de 93% em ar ambiente. A radiografia de tórax
evidencia derrame pleural volumoso à direita, sem sinais de consolidação. A toracocentese mostra proteína pleural
de 1,8 g/dL, DHL 120 U/L, relação proteína pleural/sérica de 0,3, relação DHL pleural/sérica de 0,4, glicose de 95
mg/dL, pH 7,45, citologia com poucas células mesoteliais sem predomínio celular e cultura negativa.
Com base no quadro clínico e laboratorial, qual o diagnóstico mais provável?
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