A questão refere-se ao texto seguinte.
“Jeca Tatu era um pobre caboclo que morava no mato, numa casinha de sapé. Vivia na maior pobreza, em companhia da mulher muito magra e feia, e de vários filhinhos pálidos e tristes.
Jeca Tatu passava os dias de cócoras, pitando enormes cigarrões de palha, sem ânimo de fazer coisa nenhuma. Ia ao mato caçar, tirar palmitos, cortar cachos de brejaúva\( ^{(III)} \), mas não tinha a idéia de plantar um pé de couve atrás da casa. Perto corria um ribeirão, onde ele pescava de vez em quando uns lambaris e um ou outro bagre. E assim ia vivendo.
Dava pena ver a miséria do casebre. Nem móveis nem roupas, nem nada que significasse comodidade. Um banquinho de três pernas, umas peneiras furadas, a espingardinha de carregar pela boca, muito ordinária, e só.
Todos que passavam por ali murmuravam:
– Que grandíssimo preguiçoso!\( ^{(II)} \)”
Monteiro Lobato
Dadas as afirmações seguintes sobre o texto,
I. A descrição feita de Jeca Tatu revela-o como uma pessoa doente.
II. A frase “Que grandíssimo preguiçoso!” vai de encontro à expressão “pobre caboclo”, a qual evidencia que a personagem não era preguiçosa, mas infeliz.
III. A frase “Ia ao mato caçar, tirar palmitos, cortar cachos de brejaúva” significa dizer que Jeca Tatu somente comia o que a natureza dava.
IV. A pobreza do caboclo evidencia-se com mais vigor na expressão “miséria do casebre.”
verifica-se que