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3996513 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FURB
Orgão: SED-SC
Hannah Arendt, em suas reflexões sobre a banalidade do mal, e Paulo Freire, em sua pedagogia libertadora, denunciam formas distintas, mas convergentes, de violência estrutural e negação da dignidade humana. Enquanto Arendt analisa a obediência cega e a ausência de pensamento crítico que permitem a perpetuação do mal, Freire aponta o silenciamento e a desumanização dos oprimidos como produto de uma sociedade que naturaliza a desigualdade e o autoritarismo. Com base nessas perspectivas filosóficas e ético-políticas, analise as afirmativas a seguir:


I. A banalidade do mal, em Hannah Arendt, manifesta-se quando indivíduos deixam de refletir criticamente sobre suas ações, tornando-se cúmplices de sistemas opressivos e desumanizadores; em diálogo, Paulo Freire propõe a conscientização crítica como caminho para romper o ciclo de opressão e restituir a autonomia ética dos sujeitos.

II. Tanto Arendt quanto Freire compreendem o poder como instrumento essencialmente coercitivo, fundado na imposição da vontade de uns sobre outros, sendo inevitável que as relações sociais se sustentem por meio da violência e da dominação.

III. A reflexão arendtiana sobre o mal e a pedagogia freireana convergem na defesa da dignidade humana e da responsabilidade ética, mas divergem quanto ao papel do diálogo: enquanto Arendt o considera secundário, Freire o compreende como núcleo do processo de libertação e reconstrução social.


É correto o que se afirma em:
 

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Professor - Filosofia/Contexto Indígena

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