Soneto para a Morte
Marcelo Soares
Por que razão me espreitas, ser risível?
Confessa! Dizes logo a que vens!
Aonde vais? Que queres mais, se tudo tens,
Alma penada, louca...imprevisível
Nos trata iguais, tendo ou não bens?
Todavia, hei de assegurar-te,
-Que, mesmo se se o meu coração fraquejar, -
Deveras, prevendo um malfadado fim...
Forças buscarei para enfrentar-te,
Posto que sou terra, água, fogo e ar.
Pelo dom da vida que há em mim.