Magna Concursos
3880674 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: SEE-PB
LER OU NÃO LER, EIS A QUESTÃO
        Não existe estudo científico que comprove, mas há uma percepção disseminada sobre a geração atual: ela não gosta de ler. A constatação parte dos professores. Eles reclamam de que só com muito esforço conseguem obrigar seus alunos a ler os clássicos da literatura. Um dos argumentos mais utilizados é recorrer à ameaça do vestibular. Os pais endossam a percepção de repulsa dos jovens pelos livros. Reclamam frequentemente que os filhos padecem de falta de concentração e, por isso, não são capazes de ler as obras básicas para entender a matéria.
        Por que isso acontece? O que faz com que uma geração leia e outra fuja dos livros? Há diversas explicações, mas todas acabam convergindo para um mesmo ponto.
      Quando as pessoas recebem a informação mastigada – na televisão, nos gibis, na internet –, acabam tendo preguiça de ler, um ato que exige esforço e reflexão. Os canais pelos quais o jovem se informa nos dias de hoje são múltiplos. O livro é apenas um deles. E é o mais trabalhoso. Diante desse quadro, os educadores são unânimes num ponto: as armas de estímulo à leitura precisam ser modernizadas.
(Vivian Whiteman, Veja Jovens setembro, 2001, p. 52-3)
Para Bakhtin, linguista russo, a linguagem é, por natureza, dialógica. Dessa forma, a intertextualidade usada pela articulista Vivian Whiteman, ao dialogar com o trecho a seguir de Hamlet, de William Shakespeare, configura uma intertextualidade, especialmente, por 

“Estar ou não estar, ser ou não ser, eis a questão: haverá mais nobreza de espírito em sofrer os lances e as lanças do infortúnio ou enfrentar um mar de distúrbios e, armando-se, dar-lhes fim?”

Hamlet, Ato 3, Cena 1.
 

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