Durante uma aula de Sociologia no Ensino Médio, o professor
apresenta duas abordagens distintas sobre o aquecimento
global: de um lado, dados científicos sobre mudanças
climáticas; de outro, os saberes ancestrais do povo Krenak
sobre os ciclos naturais e a relação entre humanidade
e natureza. Um estudante questiona: “Professor, qual
conhecimento está certo? O científico ou o indígena?”.
O professor explica que, segundo Ailton Krenak, a modernidade
ocidental criou uma “humanidade” como conceito universal
que nega outras formas de existir e conhecer, impondo
um modelo civilizatório único que desconsidera os saberes
tradicionais dos povos originários. A discussão se aprofunda
quando o professor introduz o conceito de “epistemicídio”.
Os estudantes começam a reconhecer como esse processo
se manifesta em suas próprias experiências: a desvalorização
dos conhecimentos de suas avós sobre plantas medicinais,
a ausência da história afro-brasileira nos currículos ou
o preconceito contra religiões de matriz africana. O professor
propõe que investiguem, em seu entorno, quais conhecimentos
tradicionais foram silenciados e como isso afeta a construção
de suas identidades e visões de mundo.
Considerando a proposta do professor de investigar saberes
tradicionais silenciados no entorno dos estudantes, a atividade
didática que se adéqua ao debate sobre epistemicídio e racismo
epistêmico é: