Em uma escola pública de Educação Básica, o Conselho de Classe ocorre trimestralmente e tem sido alvo de questionamentos por parte de docentes, estudantes e famílias. Embora os registros indiquem elevados índices de reprovação em determinados componentes curriculares, o Conselho limita-se à análise de médias, frequência e comportamento disciplinar, sem problematizar as condições institucionais de ensino, a coerência entre planejamento, metodologias e avaliação, nem as estratégias adotadas para atender à diversidade dos estudantes.
No último Conselho, emergiram conflitos entre professores acerca da responsabilização pelo baixo desempenho, havendo manifestações que atribuem as dificuldades exclusivamente aos estudantes e às suas famílias. Observa-se ainda a ausência de discussão sobre estudantes públicos da educação especial, cujos processos avaliativos não consideram adequações curriculares, registros qualitativos ou pareceres do Atendimento Educacional Especializado (AEE). As decisões tomadas não são acompanhadas de planos de intervenção, tampouco monitoradas nos períodos subsequentes.
Sabendo que o Conselho de Classe se configura como uma instância colegiada com funções pedagógicas, avaliativas e deliberativas, qual medida ou encaminhamento evidencia uma atuação crítica, democrática e formativa desse colegiado diante do cenário apresentado?