Um adolescente de 15 anos de idade compareceu ao ambulatório para revisão de diagnóstico prévio de transtorno do deficit de atenção com hiperatividade (TDAH) conferido há cinco anos. Até então, o paciente estava em uso de metilfenidato de liberação prolongada OROS 36 mg/dia. A mãe e o paciente demandavam suspensão da medicação. O psiquiatra que tinha o registro anual de monitoramento dos sintomas, o que ele fazia com uso do questionário SNAP-IV com pais e professores, respondeu que, no último ano, os sintomas haviam se atenuado sobremaneira, mas que ainda não caracterizavam remissão da doença. O médico explicou que, em casos particulares, em decorrência do processo de mielinização e de poda neuronal, o diagnóstico de TDAH pode sofrer remissão na adolescência, porém aquele ainda não era o caso. O pai questionou o uso de atomoxetina por ter lido uma reportagem a respeito do lançamento recente dessa medicação no Brasil. O psiquiatra concordou com a mudança e prescreveu a nova medicação.
A dose indicada para uso da atomoxetina é