Conscientização sobre Gliomas: Como Informação e
Atenção Podem Salvar Vidas
Recentemente foi lançada no Brasil a campanha "Isso é
um Glioma", apresentada durante o 12º Congresso
Todos Juntos Contra o Câncer, evento importante que
reúne pacientes, oncologistas, profissionais da área e
entidades de saúde em São Paulo. A iniciativa da
farmacêutica francesa Servier busca preencher uma
lacuna de informação sobre esse tumor, que apesar de
ser o câncer cerebral primário mais comum, ainda é
pouco conhecido pela população.
O destaque foi o movimento #PelaNossaCabeça, com
imagens dos diferentes ângulos da cabeça de pacientes
médicos e pessoas comuns, sob o olhar criativo e
humanizado do fotógrafo brasileiro Thiago Santos. Quem
esteve presente no evento teve a oportunidade de ser
fotografado pelo próprio Thiago Santos, que fez fotos
dos rostos de quem passava pelo estande,
incentivando-os a postar nas redes sociais para gerar
visibilidade para um tema essencial, destacando que o
glioma não escolhe idade, gênero ou classe social.
Para além das imagens e do engajamento nas redes
sociais, com a participação também de influenciadores
digitais, a campanha se mostra, especialmente, na
combinação entre ciência e humanização na página
issoeumglioma.com.br.
Histórias reais, como a dos pacientes Flávio Agapito e
Gustavo Gaiote, reforçaram que o impacto do
diagnóstico vai muito além da dimensão médica: afeta
sonhos, famílias e perspectivas de futuro. Ao mesmo
tempo, profissionais da saúde ofereceram clareza
técnica, explicando o que são os gliomas, como se
desenvolvem e quais são os caminhos possíveis de
tratamento. Essa união entre conhecimento científico e
testemunho humano cria um elo fundamental de
confiança, cumprindo um papel educativo sobre a
doença.
O glioma é o tumor maligno primário mais comum do
cérebro, que pode surgir em qualquer idade,
especialmente nos adultos jovens. Os sintomas mais
comuns incluem alterações na função cognitiva como
déficit de memória, raciocínio, e alterações no
comportamento, convulsões, dificuldades de fala,
dificuldades de coordenação motora ou equilíbrio, dor de
cabeça intensa e recorrente, náusea e vômito. No
entanto, nem todos os gliomas são iguais e um
diagnóstico correto e assertivo é fundamental.
Os tratamentos vêm evoluindo de modo muito
importante, vivemos uma fase de avanços significativos.
As técnicas de cirurgia vêm sendo aprimoradas, assim
como a radioterapia. E recentemente, novas medicações
que atuam diretamente nas células do tumor, o que
chamamos de terapia direcionada, vem sendo desenvolvidas com resultados importantes e que podem
impactar de forma positiva a vida dos pacientes.
https://forbes.com.br/colunas/2025/10/dr-fernando-maluf-conscientizaca
o-sobre-gliomas-como-informacao-e-atencao-podem-salvar-vidas/