Leia o texto a seguir para responder à questão:
Há cerca de dois anos, imagens de “montanhas” de roupas entre as dunas de areia no deserto do Atacama, no Chile,
ganharam os holofotes mundiais. Era o retrato impressionante do descaso e da falta de responsabilidade da indústria da
moda fast fashion (moda rápida).
A “lixeira do mundo”, como alguns meios de comunicação
internacionais passaram a chamar a área afetada, recebia,
de forma silenciosa (até então) e clandestina, pilhas de blusas, jaquetas e tênis de grandes marcas que nunca encontraram uma segunda vida.
As roupas são fabricadas em Bangladesh* e na China e
vão para lojas no continente europeu, Estados Unidos e na
própria Ásia. Parte daquilo que não é comprado é posteriormente adquirido por vendedores no Chile, maior exportador
de roupas usadas na América Latina, para ser então revendido a outros países do continente. O que não é comercializado
vai parar no deserto.
Buscando chamar atenção para essa realidade e mostrar que é possível mudar o ciclo de descarte nocivo, uma
ação inédita transformou o “cemitério de roupas” no deserto
do Atacama em passarela da moda com desfile ecológico.
O palco foi Alto Hospicio*, que acumula uma “montanha”
formada por mais de 59 mil toneladas de peças de roupas.
Batizado de “Atacama Fashion Week” (Semana de Moda
no Atacama), o evento foi produzido pela Organização Não
Governamental (ONG) Desierto Vestido, em parceria com a
Fashion Revolution e o Instituto Febre.
No desfile de moda em pleno lixão do Atacama, realizado nesta semana, os modelos vestiram figurinos feitos por
produtores a partir de roupas despejadas no local. Junto da
ação na passarela, o projeto ganhou um editorial fotográfico
assinado por Maurício Nahas, fotógrafo premiado, com mais
de 30 anos de carreira.
(“Ação transforma ‘lixão de roupas’ no deserto do Atacama em passarela
com desfile ecológico”. Um só Planeta, 06.04.2024. Adaptado)
*Bangladesh: país na Ásia Meridional
*Alto Hospicio: um município chileno.
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