Impeachments não são golpes. Não são, tampouco, processos regulares de substituição de presidentes eleitos. São, e devem ser, processos excepcionais. Suas consequências para o sistema político são incomensuráveis. Como afirmou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em março de 2015: “Impeachment não é uma coisa desejável e ninguém se propõe a liderar isso. […] Impeachment é como bomba atômica, é para dissuadir, não para usar”.
(Fernando Limongi.
Operação impeachment: Dilma Rousseff e o Brasil da Lava Jato, 2023.)
Ao caracterizar a possibilidade de impeachments no Brasil das últimas décadas, o excerto