Um terreno urbano situado na periferia da região metropolitana de São Paulo foi terraplenado para execução de
loteamento popular. Por questões econômicas e financeiras dos promotores do empreendimento, a obra foi paralisada antes que fossem executadas as obras de drenagem
e pavimentação. Avaliam-se agora os riscos decorrentes
dessa situação, em vista da aproximação da estação chuvosa. A geomorfologia do local é caracterizada por relevo
recortado por linhas de drenagem natural, declividades
médias de 15% a 20% em encostas e de até 40% em
anfiteatros (cabeceiras de drenagem) e uma área de várzea. Na região, de terreno cristalino, os solos residuais,
siltosos, apresentam problemas para se alcançar compactação adequada em aterros. Os solos superficiais, argilosos, estão presentes em camadas de 1,5 m, em média.
Não se registra a presença de matacões no terreno. Nas
obras de terraplenagem, toda a superfície do terreno foi
alterada, e as profundidades de corte atingiram até 7 m,
com médias de profundidade de corte de 4 m, tendo sido
balanceados os volumes de corte e de aterro, para evitar
necessidade de empréstimo ou bota-fora de material. Já
as alturas de aterro não ultrapassaram 3 m. Os taludes
de aterro foram executados com inclinações 1,5H:1V; e
os de corte, com 1H;1V, com canaletas de drenagem nas
respectivas cristas e revestimento em grama, com altura
nunca superior a 1,5 m. A configuração final do terreno terraplenado caracterizou-se pela exposição do solo residual,
em cortes e aterros, em declividades médias da ordem de
10% a 15% em quadras e lotes. Em cada rua e quadra,
as cotas mais altas estão em região cortada; e as mais
baixas, em região aterrada.
Como decorrência das condições descritas, seriam esperados processos de grave deterioração ambiental, associados entre si, como
Como decorrência das condições descritas, seriam esperados processos de grave deterioração ambiental, associados entre si, como
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