Após a crise financeira global de 2008, o capitalismo internacional entrou em um período de instabilidade prolongada, posteriormente intensificado por eventos como a guerra comercial EUA−China, a pandemia de COVID-19, a ruptura parcial de cadeias globais de valor, pressões inflacionárias pÛs-2021, crise energética na Europa e crescimento de movimentos nacional-protecionistas. Esse contexto expôs fragilidades do paradigma neoliberal globalizante, ao mesmo tempo em que ampliou o papel do Estado em economias centrais ó seja via resgates bancários, pacotes fiscais trilionários, subsídios industriais estratégicos ou tentativas de "re-onshoring" produtivo.
Uma geógrafa econômica que estuda fluxos do comércio internacional observou que, no início da década de 2020, enquanto o discurso político em alguns países defendia "excessiva desglobalização", na prática o mundo experimentava uma reregionalização seletiva da globalização: a integração de mercados não cessava, mas tornava-se mais segmentada, tecnológica, disputada e politicamente condicionada, com uma crescente divisão entre redes de alto valor agregado (semicondutores, IA, defesa, energia limpa) e redes primário-exportadoras dependentes de infraestrutura logística tradicional. A partir desse cenário, qual alternativa apresenta a interpretação correta e coerente sobre a crise do capitalismo global no início do século XXI e suas implicações territoriais?