A autora Valeska Zanello discute como os processos de subjetivação são gendrados e interseccionais. Ao analisar a saúde mental de mulheres negras, a autora destaca que o racismo e o sexismo se articulam para produzir vulnerabilidades específicas. Diferente da mulher branca, que sofre com a pressão estética para se manter na “prateleira do amor” e ser escolhida, a mulher negra enfrenta frequentemente a experiência do “preterimento” e uma solidão que não é apenas individual, mas socialmente produzida.
Fonte: ZANELLO, Valeska. Saúde mental, gênero e dispositivos: cultura e processos de subjetivação. 1. ed. Curitiba: Appris, 2018.
A partir deste contexto, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I- Na escuta clínica de mulheres negras queixando-se de solidão, é fundamental que o(a) psicólogo(a) evite o psicologismo, a redução do sofrimento a questões de autoestima individual, e compreenda que a solidão da mulher negra reflete uma vivência de preterimento afetivo estruturada pelo racismo.
PORQUE
II- O dispositivo amoroso e a metáfora da prateleira do amor operam sob um ideal estético hegemônico centrado na branquitude, o que tende a colocar a mulher negra fora do estatuto de sujeito digno de amor (para casar/cuidar), restringindo-a, muitas vezes, a estereótipos de hipersexualização ou de servidão, vistos como objetos de descarte ou trabalho, mas não de investimento afetivo.
A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
Fonte: ZANELLO, Valeska. Saúde mental, gênero e dispositivos: cultura e processos de subjetivação. 1. ed. Curitiba: Appris, 2018.
A partir deste contexto, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I- Na escuta clínica de mulheres negras queixando-se de solidão, é fundamental que o(a) psicólogo(a) evite o psicologismo, a redução do sofrimento a questões de autoestima individual, e compreenda que a solidão da mulher negra reflete uma vivência de preterimento afetivo estruturada pelo racismo.
PORQUE
II- O dispositivo amoroso e a metáfora da prateleira do amor operam sob um ideal estético hegemônico centrado na branquitude, o que tende a colocar a mulher negra fora do estatuto de sujeito digno de amor (para casar/cuidar), restringindo-a, muitas vezes, a estereótipos de hipersexualização ou de servidão, vistos como objetos de descarte ou trabalho, mas não de investimento afetivo.
A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que: