Uma universidade pública inicia uma política de inclusão que foca exclusivamente na reforma arquitetônica dos prédios (rampas, barras, elevadores), mantendo inalterados:
⋅ os critérios de avaliação,
⋅ horários incompatíveis com rotinas de cuidado de estudantes com deficiência,
⋅ metodologias centradas em longas exposições orais sem pausas,
⋅ aspectos de acessibilidade comunicacional (materiais não adaptados, linguagem técnica inacessível),
⋅ práticas docentes que penalizam atrasos decorrentes de barreiras funcionais.
A equipe gestora afirma que “a acessibilidade está resolvida, pois agora tudo é fisicamente acessível”. Um grupo de estudantes denuncia que, apesar das reformas, segue excluído de atividades curriculares, provas e projetos de extensão.
Com base em Jurdi et al. (2024), e considerando a concepção ampliada de acessibilidade e justiça ocupacional, qual deve ser a análise e a atuação esperada da Terapia Ocupacional?