Embora a Assistência Social seja atualmente reconhecida como um
direito universal no Brasil, outras formas de auxílio ainda
persistem no cenário contemporâneo.
Sobre essa prática, leia o trecho a seguir.
Dados coletados pela CAF (Charities Aid Foundation) indicam mudanças nos padrões de doação global, mas não há indícios de declínio. É difícil obter dados precisos sobre as doações, mas as estatísticas disponíveis indicam que o fluxo de dinheiro e recursos por meio de instituições e redes de caridade é significativo. Dados reunidos pelo Centro para a Prosperidade Global (CGP) do Instituto Hudson sobre doações do mundo desenvolvido para o mundo em desenvolvimento sugerem que, em 2014, foram gastos 64 bilhões de dólares em filantropia global. Apesar desse gasto expressivo com caridade, a desigualdade entre ricos e pobres continua a crescer, sendo que as oito pessoas mais ricas do mundo detêm tanta riqueza quanto os 50% mais pobres. A riqueza tornou-se cada vez mais concentrada nas mãos de um grupo seleto de indivíduos que se propõem a “mudar o mundo” por meio de doações filantrópicas. Esse “filantrocapitalismo” contemporâneo reflete novas formas de riqueza e poder e sua relação no cenário global atual, mas a instrumentalização da doação para estabelecer esferas de influência (dentro de impérios formais e informais) e realizar uma ordem mundial idealizada possui uma história muito mais longa.
Adaptado de McCLURE, J. (2018) Introduction, Empires of Charity Special Edition. New Global Studies, 12(2), p. 123.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que, segundo a autora, a filantropia contemporânea
Sobre essa prática, leia o trecho a seguir.
Dados coletados pela CAF (Charities Aid Foundation) indicam mudanças nos padrões de doação global, mas não há indícios de declínio. É difícil obter dados precisos sobre as doações, mas as estatísticas disponíveis indicam que o fluxo de dinheiro e recursos por meio de instituições e redes de caridade é significativo. Dados reunidos pelo Centro para a Prosperidade Global (CGP) do Instituto Hudson sobre doações do mundo desenvolvido para o mundo em desenvolvimento sugerem que, em 2014, foram gastos 64 bilhões de dólares em filantropia global. Apesar desse gasto expressivo com caridade, a desigualdade entre ricos e pobres continua a crescer, sendo que as oito pessoas mais ricas do mundo detêm tanta riqueza quanto os 50% mais pobres. A riqueza tornou-se cada vez mais concentrada nas mãos de um grupo seleto de indivíduos que se propõem a “mudar o mundo” por meio de doações filantrópicas. Esse “filantrocapitalismo” contemporâneo reflete novas formas de riqueza e poder e sua relação no cenário global atual, mas a instrumentalização da doação para estabelecer esferas de influência (dentro de impérios formais e informais) e realizar uma ordem mundial idealizada possui uma história muito mais longa.
Adaptado de McCLURE, J. (2018) Introduction, Empires of Charity Special Edition. New Global Studies, 12(2), p. 123.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que, segundo a autora, a filantropia contemporânea