O técnico, representado no sentido mais amplo e segundo
suas múltiplas manifestações, é considerado como o plano que o
ser humano projeta; este plano finalmente o força a decidir entre
tornar-se escravo de seu plano ou permanecer senhor dele.
Pela representação da totalidade do universo técnico,
reduz-se tudo ao ser humano e chega-se, quando muito, a
reivindicar uma ética para o universo da técnica. Cativos dessa
representação, confirmamo-nos na convicção de que a técnica é
apenas um negócio do ser humano. Passa-se por alto o apelo do
ser, que fala na essência da técnica.
Distanciemo-nos, afinal, do hábito de representar o
elemento técnico apenas tecnicamente, isto é, a partir do ser
humano e de suas máquinas. Ouçamos o apelo cujo alvo em
nossa época não é apenas o ser humano, mas tudo o que é,
natureza e história, sob o ponto de vista de seu ser.
Martin Heidegger. O princípio da identidade. In: Martin Heidegger.
Conferências e escritos filosóficos. Coleção Os Pensadores, v. 45.
São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 381-382 (com adaptações).
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