Carlos, um motorista de aplicativo de 28 anos, estava dirigindo por uma comunidade quando foi surpreendido por um intenso confronto entre policiais e traficantes. Sem ter tempo de reação, Carlos ficou preso no fogo cruzado, ouvindo tiros disparados a poucos metros de seu carro. Em meio ao pânico, viu um motociclista ser atingido e cair próximo a seu veículo. Sentindo-se impotente e temendo por sua vida, Carlos abaixou-se no banco e permaneceu imóvel até que os disparos cessassem.
Nos dias seguintes, ele começou a apresentar pesadelos recorrentes com o tiroteio e dificuldade para dormir. Sempre que ouvia barulhos semelhantes a tiros, como estouros de escapamento, sentia um pânico intenso, suava frio e seu coração acelerava. Além disso, passou a evitar dirigir em qualquer área próxima à comunidade e recusava corridas que o levassem para regiões que pudessem ser perigosas. Sua família notou que ele estava mais irritado, impaciente, avoado e emocionalmente distante, além de relatar que se sentia “fora de si”, como se estivesse vivendo em um sonho.
Após duas semanas do ocorrido, Carlos percebeu que seus sintomas estavam prejudicando sua rotina e decidiu buscar ajuda psicológica.
O diagnóstico provável para Carlos é de