Para responder à questão, considere o texto abaixo:
Ao contrário dos sepultamentos, nunca relacionei o ritual de espalhar as cinzas de uma pessoa
a um momento de solenidade e tristeza, ao contrário, sempre simpatizei com sua possibilidade de
humor. Muitos anos atrás, eu era frequentadora assídua de um restaurante em Porto Alegre,
onde dei infinitas gargalhadas entre amores e amizades, e era lá, em sua calçada, que eu dizia que
minhas cinzas deveriam ser jogadas. O restaurante morreu antes de mim, e sigo à procura de um
lugar que me represente. Hoje em dia, a exemplo da personagem do meu livro, gosto da
ideia de ser dispersada a prestações, aqui e acolá, a fim de celebrar a vida em movimento.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2025/12/arelevancia-da-historia-esta-sempre-no-significado-que-damos-a-ela-cmj31zrqk0201014olnisi09n.html)