Uma única estrada asfaltada e estreita, rodeada de dunas com gigantescos cataventos brancos ao fundo desemboca no
Quilombo do Cumbe, onde vivem 180 famílias. O nome da comunidade, localizada a 150 quilômetros de Fortaleza, é uma
referência aos espaços onde escravizados africanos resistiam no período colonial. Séculos depois, esse povo segue tendo de
resistir. Era 2007 quando a marisqueira Cleomar Ribeiro da Rocha, presidenta da Associação Quilombola do Cumbe, ouviu falar
pela primeira vez sobre os riscos de apagão e a necessidade de gerar mais energia. Na época, um parque eólico começava a
ser estruturado no território ancestral onde nasceu, cresceu, casou e criou seus cinco filhos. Falava-se em progresso e nos
empregos que seriam gerados pela instalação de uma usina de energia renovável, praticamente sem impactos para os nativos.
“A infância da gente foi nas gamboas (braços do rio). As mulheres iam pescar camarão nativo e arrastar siri e levavam as filhas.
Hoje não temos mais acesso a muitas dessas áreas, foi tudo privatizado. A gente se sente como se estivesse sendo expulso do
nosso lugar”, conta Cleomar.
BETIM, F.; JUCA, B. Os ventos da economia verde não sopram para o Quilombo do Cumbe.
Disponível em: https://brasil.elpais.com. Acesso em: 14 maio 2025 (adaptado).
Qual objetivo é adequado para uma aula que tenha como foco os impactos nos modos de vida presentes na região mencionada no texto?
BETIM, F.; JUCA, B. Os ventos da economia verde não sopram para o Quilombo do Cumbe.
Disponível em: https://brasil.elpais.com. Acesso em: 14 maio 2025 (adaptado).
Qual objetivo é adequado para uma aula que tenha como foco os impactos nos modos de vida presentes na região mencionada no texto?