Estas diferenças [temperamentais], finalmente incorporadas à
estrutura de caráter dos adultos, constituem, então, as chaves
a partir das quais a cultura atua selecionando como desejável
um temperamento e incorporando esta escolha a cada fio da
tessitura social — ao cuidar das crianças pequenas, aos jogos
que as crianças praticam, às músicas que as pessoas cantam,
à estrutura da organização política, às práticas religiosas, à
arte e à filosofia.
MEAD, M. Sexo e temperamento. São Paulo: Perspectiva, 2003 (adaptado).