No Brasil, durante os jogos dos povos indígenas, podemos testemunhar situações interessantes que refletem o esforço para manter as características distintivas dos jogos de várias etnias. De acordo com a perspectiva dos índios, "o que importa não é competir, mas sim celebrar". Por outro lado, há uma tendência à esportivização dos jogos indígenas por parte da Funai. A introdução de prêmios, restrições de participantes e a adaptação dos jogos para competições esportivas de alto rendimento são elementos presentes nesse evento, resultando em situações curiosas do ponto de vista da Funai. Por exemplo, um grupo de índios foi convocado várias vezes pelo sistema de som para receber medalhas por uma vitória em uma prova de atletismo, porém, optaram por ignorar o chamado e a premiação em prol do almoço que os aguardava. Outro exemplo envolve uma corredora da tribo Canela, que se recusou a cruzar a linha de chegada marcada por uma fita, optando por continuar correndo, pois para ela o aspecto mais importante era simplesmente correr e celebrar.
Adaptado de CORREIA, M.M. Trabalhando com jogos cooperativos: em busca de novos paradigmas na educação física. 1. ed. Campinas, SP: Papirus, 2022.
Assinale a alternativa que, de acordo com o texto, apresenta corretamente a atitude dos índios em relação à premiação nos jogos indígenas: