“Uma característica da histografia moderna é
que ela tem passado a si mesma - de maneira cada
vez mais explícita e auto-referenciada
– como um campo fragmentado, partilhado em uma grande
gama de sup-especialidades e atravessado por
muitas e muitas tendência.”.
(Barros José D’Assunção, 2004, p.09) Fonte: BARROS, José D’Assunção. O campo da história: especialidades e abordagens/Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.
Tendo como premissa as múltiplas abordagens historiográficas, suas problematizações e orientações, analise as afirmações a seguir.
I. O historiador de hoje é o historiador da cultura, da economia, das mentalidades, ou um especialista em história das mulheres. Da mesma forma, existem os historiadores marxistas da linha gramsciana, thompsoniana ou de outras vertentes, assim como os historiadores weberianos e os micro-historiadores da escola italiana.
II. A linha de orientação gramsciana, em sua essência, buscou compreender e dialogar com as relações de poder e as transformações sociais por meio da análise da história cultural. Em suas produções, elaborou narrativas que apresentavam leituras e impressões sobre as hegemonias de poder, enfatizando, em suas perspectivas, a ‘filosofia da práxis.”
III. O historiador que debate e mergulha na historiografia moderna pode e deve, quando necessário, utilizar o ‘corpo’ como parte de suas produções narrativas. Nesse sentido, as sensibilidades — um dos objetos de interesse do historiador da cultura como forma de debate e de percepção do passado. Partindo da ideia de que o mundo e suas práticas não se compreendem apenas pelo intelecto, mas também pelos sentidos.
IV. Nas elaborações thompsonianas, a história e seus historiadores deveriam enfatizar as práticas racionalistas em suas produções. Diferentemente do marxismo, Thompson buscou se distanciar das narrativas que davam visibilidade às lutas de classes como fez o marxismo, como chave de leitura para compreender as ações humanas, argumentando que a experiência vivida pelos indivíduos problematiza, de forma negativa, a consciência de classe e suas ações coletivas.
V. Nas bases das reflexões propostas pelos foucaultianos e em suas narrativas, é possível compreender que as sínteses discursivas que produzem o passado, e que nos chegam como naturais do mundo social, precisam ser colocadas em suspenso. Não se trata de negá-las ou ignorá-las, mas de trazê-las ao centro das discussões e revelar que são fruto de uma complexa trama que as constitui dessa forma.
Estão CORRETAS:
(Barros José D’Assunção, 2004, p.09) Fonte: BARROS, José D’Assunção. O campo da história: especialidades e abordagens/Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.
Tendo como premissa as múltiplas abordagens historiográficas, suas problematizações e orientações, analise as afirmações a seguir.
I. O historiador de hoje é o historiador da cultura, da economia, das mentalidades, ou um especialista em história das mulheres. Da mesma forma, existem os historiadores marxistas da linha gramsciana, thompsoniana ou de outras vertentes, assim como os historiadores weberianos e os micro-historiadores da escola italiana.
II. A linha de orientação gramsciana, em sua essência, buscou compreender e dialogar com as relações de poder e as transformações sociais por meio da análise da história cultural. Em suas produções, elaborou narrativas que apresentavam leituras e impressões sobre as hegemonias de poder, enfatizando, em suas perspectivas, a ‘filosofia da práxis.”
III. O historiador que debate e mergulha na historiografia moderna pode e deve, quando necessário, utilizar o ‘corpo’ como parte de suas produções narrativas. Nesse sentido, as sensibilidades — um dos objetos de interesse do historiador da cultura como forma de debate e de percepção do passado. Partindo da ideia de que o mundo e suas práticas não se compreendem apenas pelo intelecto, mas também pelos sentidos.
IV. Nas elaborações thompsonianas, a história e seus historiadores deveriam enfatizar as práticas racionalistas em suas produções. Diferentemente do marxismo, Thompson buscou se distanciar das narrativas que davam visibilidade às lutas de classes como fez o marxismo, como chave de leitura para compreender as ações humanas, argumentando que a experiência vivida pelos indivíduos problematiza, de forma negativa, a consciência de classe e suas ações coletivas.
V. Nas bases das reflexões propostas pelos foucaultianos e em suas narrativas, é possível compreender que as sínteses discursivas que produzem o passado, e que nos chegam como naturais do mundo social, precisam ser colocadas em suspenso. Não se trata de negá-las ou ignorá-las, mas de trazê-las ao centro das discussões e revelar que são fruto de uma complexa trama que as constitui dessa forma.
Estão CORRETAS: