TEXTO
No dia 15 de maio de 2025, um bebê diagnosticado com uma rara doença genética foi tratado com sucesso por meio de uma terapia de edição gênica personalizada. O tratamento inovador foi conduzido por uma equipe do hospital infantil da Filadélfia nos Estados Unidos. O bebê KJ nasceu com deficiência de CPS1 (carbamoil fosfato sintetase 1), um grave distúrbio metabólico que impede o corpo de processar amônia. KJ recebeu três doses da terapia experimental, sem efeitos secundários graves, e já tolera melhor as proteínas na dieta, contudo, há necessidade de acompanhamento a longo prazo. O caso representa uma esperança para o desenvolvimento de tratamentos para doenças raras sem opções terapêuticas. No entanto, a discussão dos limites éticos reaviva os debates sobre experimentos com embriões humanos e a criação de bebês sob medida.
Disponível em: www.cnnbrasil.com.br.
Acesso em: 22 maio 2025 (adaptado).
TEXTO 2
Um professor de Biologia apresentou o caso do bebê KJ e a terapia CRISPR para sua turma como uma problematização. Após isso, pediu aos estudantes que levantassem hipóteses sobre o tema, enfatizando os avanços na edição genética, que não se limitam à correção de doenças, mas abrem precedentes para dilemas bioéticos. Com essas hipóteses, organizou um debate entre os estudantes.
Na aula seguinte, o professor propôs à turma um novo
cenário para aprofundar o debate sobre herança genética,
probabilidades e implicações éticas. Na discussão, ele
apresentou aos estudantes um caso em que um pai hemofílico
e uma mãe portadora deste alelo desejam ter um filho(a)
saudável, livre da hemofilia, e estão explorando todas as
opções, incluindo as biotecnologias reprodutivas e terapêuticas
mais avançadas.