A Primeira Guerra Mundial costuma ser explicada a partir de
batalhas emblemáticas, alianças diplomáticas ou do impacto
político do Tratado de Versalhes. Um aspecto menos
explorado, porém, decisivo, foi a guerra dos recursos
estratégicos, especialmente o papel dos nitratos, fertilizantes
e explosivos na sustentação do esforço bélico e na redefinição
da relação entre ciência, economia e poder estatal. No início
do século XX, a capacidade de travar uma guerra prolongada
dependia não apenas de soldados e armas, mas do acesso
contínuo a matérias-primas essenciais. Entre elas, o nitrato de
sódio era central, pois servia tanto à fabricação de fertilizantes
quanto à produção de explosivos. Até 1914, a principal fonte
mundial desse insumo eram: