Era o primeiro ano de Lucas no curso de agropecuária e os professores relataram ao Napne
(Núcleo de apoio a estudantes com necessidades educacionais específicas) dificuldades
persistentes na interação social, padrões repetitivos e uma sensibilidade incomum a sons, o que
levantou a suspeita de que ele poderia estar no espectro autista. O núcleo convocou uma reunião
com a família para discutirem as dificuldades do estudante. No entanto, sempre que se buscava
este diálogo e se sugeria uma avaliação especializada, os pais reagiam com veemência, negando
qualquer possibilidade e afirmando que o filho “apenas tinha seu próprio jeito”, recusando-se a
considerar orientações profissionais e mantendo-se resistentes a qualquer encaminhamento que
pudesse contribuir para uma compreensão mais adequada de suas necessidades. Muito da
resistência familiar ancorava-se em preconceitos baseados em mitos ou entendimentos
ultrapassados acerca da condição neurodivergente de Lucas. Nesse sentido, assinale a opção que
se alinha ao entendimento atual do transtorno do espectro autista.