No ano 2000, irrequieto com a descoberta de que havia
muitos endereços eletrônicos em seu nome, Umberto Eco
comentou que “o princípio da desconfiança deveria estar
implícito para qualquer um que tenha experimentado
um chat”, advertindo que “não basta apenas desconfiar
de mensagens cuja procedência exata desconhecemos,
mas também das mensagens de nossos correspondentes
habituais, pois um vírus poderia ter nos enviado a mensagem
fatal em nome deles”. E assevera: “um jornal que publicasse,
por definição, apenas notícias falsas, não mereceria ser
comprado (a não ser com intenção cômica)”, porque “jornais
têm um pacto implícito de veracidade, que não pode ser
violado salvo dissolução de qualquer contrato social”.
Por fim, o autor questiona: “o que acontecerá se o principal
instrumento da comunicação do novo milênio não for capaz
de instaurar e controlar a observância deste pacto?”
ECO, U. Pape Satàn aleppe: crônicas de uma sociedade
líquida. Rio de Janeiro: Record, 2017 (adaptado).
Um professor de filosofia, com base nas citações de Umberto Eco, elabora um plano de aula no qual pretende conduzir seus estudantes ao questionamento acerca da veracidade das informações que são repassadas nas redes sociais. Pensando na temática, no objeto e no objetivo da sua proposta, qual recurso didático é adequado para compor esse plano de aula?
ECO, U. Pape Satàn aleppe: crônicas de uma sociedade
líquida. Rio de Janeiro: Record, 2017 (adaptado).
Um professor de filosofia, com base nas citações de Umberto Eco, elabora um plano de aula no qual pretende conduzir seus estudantes ao questionamento acerca da veracidade das informações que são repassadas nas redes sociais. Pensando na temática, no objeto e no objetivo da sua proposta, qual recurso didático é adequado para compor esse plano de aula?