Semana de Arte Moderna
A Semana de Arte Moderna apresenta-se como a primeira
manifestação coletiva pública na história cultural brasileira a
favor de um espírito novo e moderno em oposição à cultura
e à arte de teor conservador, predominantes no país desde o
século 19. Inserida nas festividades em comemoração ao Centenário da Independência do Brasil em 1922, a Semana acontece no Teatro Municipal de São Paulo e inclui exposição com
cerca de cem obras e três sessões literomusicais noturnas.
Entre os pintores, participam Anita Malfatti e Di Cavalcanti.
No campo da escultura, estão presentes Victor Brecheret e
Hildegardo Velloso. Entre os literatos e poetas, participam Graça Aranha, Guilherme de Almeida, Mário de Andrade, Menotti
Del Picchia, Oswald de Andrade, além de Manuel Bandeira,
com a leitura do poema “Os sapos”. A programação musical
traz composições de Villa-Lobos e do francês Debussy.
Sem programa estético definido, a Semana desempenha,
na história da arte brasileira, muito mais uma etapa destrutiva
de rejeição ao conservadorismo vigente na produção literária,
musical e visual do que um acontecimento construtivo de propostas e criação de novas linguagens. Se existe um elo entre
seus tão diversos artífices, este se constitui, segundo seus dois
ideólogos principais, Mário e Oswald de Andrade, na negação
de todo e qualquer “passadismo”: a recusa à literatura e à arte
importadas com os traços de uma civilização cada vez mais
superada, no espaço e no tempo. Em geral, todos clamam em
seus discursos por liberdade de expressão e pelo fim de regras
na arte. Faz-se presente também um certo ideário futurista,
que exige a deposição dos temas tradicionalistas em nome da
sociedade da eletricidade, da máquina e da velocidade.
Com respeito à elaboração e à apresentação de uma linguagem verdadeiramente moderna, a Semana de Arte Moderna de 1922 não representa um rompimento profundo na história
da arte brasileira. No entanto, há de se reconhecer que, a despeito de todos os seus antagonismos, esse evento configura-
-se como um fato cultural fundamental para a compreensão do
desenvolvimento da arte moderna no Brasil, sobretudo pelos
debates públicos mobilizados e pela riqueza de seus desdobramentos na obra de alguns de seus realizadores.
(Enciclopédia Itaú Cultural, Semana da Arte Moderna.
Disponível em: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/eventos/
125134-semana-de-arte-moderna. Adaptado)
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