A manutenção do fluxo sanguíneo cerebral (FSC) é muito importante para a realização e o desfecho de neurocirugias. O fluxo sanguíneo cerebral (FSC) está linearmente associado à pressão arterial de dióxido de carbono (PaCO2) entre uma faixa de valor mínimo e máximo. Hiper e hipoventilação, determinadas pelo paciente ou iatrogênicas, desempenham papéis críticos na diminuição ou no aumento do FSC, respectivamente, podendo interferir de forma significativa nos procedimentos intracranianos.
Essa regulagem da PaCO2 aponta que uma alteração de 1 mmHg se correlaciona com uma alteração aproximadamente semelhante no FSC de 1 a 2 mL/100 g/min. Abaixo do limite inferior desse efeito linear, a vasoconstrição cerebral máxima leva à hipóxia do tecido e a uma vasodilatação reflexa.
O valor da PaCO2 abaixo do qual esse efeito se dá é