Posicionamentos teóricos diferentes ora colocam a família no centro do processo de produção da violência, ora
colocam os comportamentos violentos como decorrentes
da estrutura social. Em ambas as posições, a família vai
se transformando cada vez mais em objeto de intervenção de um número cada vez maior de profissionais das
mais diferentes áreas. Duas grandes correntes teóricas
interpretam esse fenômeno, uma ancorada no eixo da
normatividade/estabilidade e outra no eixo do conflito/
transformação. A perspectiva que deriva desse segundo
eixo e considera a violência como um processo radicado
nos sistemas sociais, sem perder de vista os aspectos
culturais e psicológicos, é denominada por Mioto (2003)
como